As projeções para o agro em 2026 seguem carregadas por um cenário desafiador e volátil para o produtor rural, com margens apertadas e tensões geopolíticas pesando nas decisões e resultados, com uma boa gestão de riscos sendo a peça-chave para manter a rentabilidade.
Para encontrar boas oportunidades para atravessar esse momento, é fundamental que o produtor esteja sintonizado com os fatores que influenciam o mercado, para assim, tomar as melhores decisões em sua lavoura.
Pensando nisso, a Petrovina Sementes preparou este artigo com as projeções para o agro em 2026, destacando os principais elementos que quem deseja ter bons resultados no campo deve ficar de olho.
O que deve guiar o agro em 2026?
Em 2026, o produtor rural precisa ser estratégico, tanto dentro quanto fora da porteira, com atenção nos fatores internos e externos.
No cenário interno, o relatório da Robobank aponta que a economia brasileira ainda pisa no freio, seguindo com sinais de desaceleração com os reflexos tardios de uma política monetária restritiva – em resumo, os juros mais altos que tivemos nos últimos tempos para o controle da inflação.
Junto a isso, as incertezas em torno da fragilidade fiscal e o clima da corrida eleitoral, devem manter o real pressionado por um tempo.
Lá fora, o radar é a geopolítica: guerra comercial entre EUA e China, tensões no Mar Negro e Golfo Pérsico impactam os preços de energia e fertilizante, insumos que o produtor brasileiro depende de importação.
Entretanto, apesar de um de cenário cheio de desafios, existem boas notícias para apoiar o produtor.
O Brasil conta com vantagem competitiva em eficiência de produção soja, garantindo crescimento, mesmo que moderado.
Junto, soma-se a expectativa de maior demanda de soja e milho puxada pela expansão de produção de biocombustíveis em um cenário que viver de forma sustentável é uma pauta cada vez mais presente.
Soja expande e é recorde no Brasil, mas com cautela
A safra 2025/26 de soja brasileira caminha para um novo recorde com as consultorias apontando uma produção estimada em cerca de 175 milhões de toneladas ou mais.
A área de plantio também deve expandir de forma moderada, passando para cerca de 48,9 milhões de hectares.
Em consequência a alta oferta no mercado, o produtor deve se deparar com preços em tendências de baixa nas negociações deste ano.
No nível global, produção e esmagamento também devem ser recordes, de acordo com o último relatório Itaú BBA.

Milho ganha protagonismo no Brasil
O crescimento da capacidade de produção de etanol e demanda pelo setor de proteína animal colocam o milho em protagonismo no mercado interno.
Em consequência, existe o aumento da competição entre os setores que transforma a conjuntura da formação dos preços: o consumo interno tem maior influência sobre os preços do milho no Brasil.
As principais consultorias agrícolas apontam para uma ligeira queda na produção do grão para a temporada 2025/26, em contraponto de um pequeno aumento de área.
De acordo com relatório da Rabobank, no âmbito global, o cenário é de manutenção dos estoques com os Estados Unidos colhendo uma safra recorde estimada e 471 milhões de toneladas e com a Argentina ampliando a sua área de plantio. Levando assim, a uma menor pressão pela alta dos preços e menor volatilidade em 2026.

Diante de um possível cenário de estabilidade para o milho, o clima brasileiro é a principal variável que segue no radar com o poder de mexer no mercado.
Como fica o clima em 2026?
Para o clima em 2026, a regra é não ter regras. O boletim da Climatempo indica que a principal característica para este novo ano é a falta de padrão, com instabilidades climáticas mais intensas que em 2025.
Meteorologistas alertam para um ano de extremos, com calor fora de época, ondas de frio inesperadas, chuvas irregulares e riscos de eventos como temporais, ventos fortes e granizo em períodos atípicos.
Essa alternância é guiada pela combinação de fenômenos atmosféricos e oceânicos, como o enfraquecimento do La Niña e a formação de um possível El Niño no segundo semestre.
Segundo o boletim agroclimatológico de janeiro do INMET, o trimestre janeiro-fevereiro-março traz variações regionais:
- No Centro-Oeste, chuvas normais ou acima em Mato Grosso do Sul e grande parte do Mato Grosso garantem bom armazenamento de água no solo, mas excessos em fevereiro e março podem causar encharcamento e doenças fúngicas em soja e milho.
- No Sul, chuvas acima da média em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul elevam o risco de encharcamento, mas favorecem o enchimento de grãos.
- No Norte, chuvas abaixo da média no Tocantins e sudoeste do Pará podem gerar déficits hídricos em janeiro, afetando o estabelecimento de lavouras de milho e mandioca, mas volumes acima no Amazonas e Pará favorecem culturas perenes como banana.
- No Nordeste, precipitações abaixo da média no sul do Maranhão ao centro da Bahia aumentam o risco de estresse hídrico para sequeiro, enquanto o Norte da região vê chuvas normais ou acima.
- No Sudeste, chuvas abaixo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de São Paulo limitam a umidade do solo no norte mineiro, impactando café e pastagens, mas excedentes no sul de Minas e leste de São Paulo beneficiam soja e milho.
Em resumo, o clima continua sendo um desafio ao produtor rural que deve acompanhar as previsões climáticas de forma constante para se ajustar e aproveitar as oportunidades.
Dicas para o produtor rural em 2026
Um ano atípico e cheio de desafios demanda ainda mais atenção, gestão e estratégia na hora de cuidar da lavoura. Alguns pontos chaves fazem toda a diferença:
- Faça gestão de riscos: acompanhar o mercado, entender os custos de produção, travar preços quando surgirem boas oportunidades e manter atenção ao câmbio ajudam a reduzir surpresas ao longo da safra.
- Planeje o plantio com base no clima: com um ano sem padrão climático definido, monitorar previsões atualizadas e ajustar janelas de plantio é essencial para minimizar perdas e aproveitar melhor as condições regionais.
- Escolha sementes de alta qualidade e procedência confiável: sementes bem adaptadas, com alto vigor e sanidade, são decisivas para garantir um bom estabelecimento da lavoura, especialmente em condições adversas.
- Garanta logística e entrega no momento certo: atrasos no plantio podem comprometer todo o potencial produtivo. Ter parceiros que asseguram entrega segura faz parte da estratégia.
Conclusão
As projeções para o agro em 2026 é de mais um ano desafiador. Incertezas aqui e lá fora, como a corrida eleitoral, economia desacelerada, conflitos internacionais e clima instável, é que devem impactar o mercado.
Mas, apesar dos desafios, existem boas notícias no radar que fortalecem as expectativas para o agro em 2026:
- A soja brasileira deve alcançar mais um recorde na safra 2025/26, reforçando a competitividade do país no mercado global.
- O milho ganha ainda mais protagonismo no mercado interno, impulsionado pela expansão dos biocombustíveis.
- O Brasil segue como referência mundial em sustentabilidade e eficiência produtiva, consolidando sua posição estratégica no agro.
- O produtor rural por contar e confiar na Petrovina Sementes, que além de sementes de qualidade, oferece soluções exclusivas e diferenciadas.
A Petrovina está ao lado do produtor com um portfólio completo de sementes selecionadas, entrega agendada com o CIF Hora Certa, quatro Centros de distribuições refrigerados que mantém as sementes mais próximas das fazendas com máxima segurança, reposição da semente em caso de replantio com o programa Freereplant, além de um time de especialistas com + de 40 profissionais em campo para atender e orientar o produtor rural.
Tudo para o produtor transformar desafios em oportunidades!
FONTE:
Relatório RABOBANK, Relatório ITAÚ BBA, Globo Rural, Revista Cultivar
Perguntas e respostas sobre o agro em 2026
O que mais deve influenciar o agro em 2026?
O cenário econômico interno, a geopolítica internacional, os custos de insumos, o câmbio e, principalmente, o clima irregular ao longo do ano.
Como ficam soja e milho em 2026?
A soja deve alcançar novo recorde de produção no Brasil, porém com pressão sobre os preços. Já o milho ganha protagonismo no mercado interno, impulsionado pelos biocombustíveis e pela demanda da proteína animal.
O que o produtor pode fazer para se proteger em 2026?
Investir em gestão de riscos, acompanhar o clima constantemente, escolher sementes de alta qualidade e contar com parceiros que garantam logística e suporte técnico no campo.




